Quinta-feira, Junho 26, 2008

Atraso Global de Desenvolvimento

Problemas do desenvolvimento e comportamento são muito frequentes, diversos estudos apontam para que cada 1 em 5 crianças apresentam alguns atrasos nestas áreas. Problemas com maior gravidade detectam-se facilmente e num curto espaço de tempo, normalmente problemas mais ligeiros só são evidentes quando a criança vai para a escola.

Entre as causas mais evidentes destacam-se:
- Pré-natais (ex: consumo de álcool, doenças cromossomicas, síndromes genéticos);
- Período periparto (ex: asfixia, infecções);
- Doenças metabólicas, endócrinas, malnutrição, acidentes, desequilíbrios afectivos.
Entre as áreas afectadas, consideram-se essencialmente: postura; motricidade (global - relacionado com a maturação do SNC ou falta de estimulação do meio- e fina - coordenação óculo-manual); visão; audição; linguagem; comportamento e adaptação social (autonomia/ relação com o outro.

Segunda-feira, Abril 14, 2008

A Pedagogia Empreendedora

Fernando Dolabela (Consultor e professor da Fundação Dom Cabral, ex-professor da UFMG, consultor da CNI-IEL Nacional, do CNPq, e da AED (Agência de Educação para o Desenvolvimento) e dezenas de universidades Brasileiras) desenvolveu o tema Pedagogia Empreendedora aplicado a crianças entre os 4 e os 17 anos. Realizou um teste piloto feito em 2002, nas cidades de Japonvar, norte de Minas Gerais e Belo Horizonte. Em 2003 a Pedagogia foi implementada em 86 cidades do Paraná num projeto do Sebrae-PR. No total a Pedagogia Empreendedora já foi aplicada em 93 cidades, atingindo 8.400 professores, 224.000 alunos e uma população de cerca de dois milhões de habitantes.

Entende-se por Pedagogia Empreendedora uma metodologia de ensino de empreendedorismo para a Educação Básica, preparatória e secundária. Pretende estimular a capacidade de escolha dos indivíduos sem influenciar as suas decisões, preparando-o para as suas próprias opções. Desenvolve o potencial dos alunos para serem empreendedores em qualquer actividade que escolham.

Apresento em seguida alguns dos elementos da metodologia de Fernando Dolabela:
- utilização do professor da instituição;
- dinamizar conhecimentos já dominados pelo professor;
- voltada para a prática, sendo de fácil, a metodologia é recriada pelo professor na sua aplicação, respeitando a cultura da comunidade, dos alunos, da instituição, do próprio professor;
- possui material didático específico e inédito, construído inteiramente para a realidade brasileira agente de mudança cultural; permite a rápida disseminação da cultura empreendedora, sendo concebida para ser aplicada em larga escala, com alta dispersão geográfica;
- não cria a necessidade de formação de "especialistas";
- não gera dependência da escola a consultores externos;
- integra professores de áreas diferentes;
- a comunidade participa intensamente, como educadora e educanda;
- considera a escola como umas das referências de comunidade; é geradora de capital humano e social;
- apoia-se na geração do sonho coletivo, na construção do futuro pela comunidade;

Esta metodologia parece-me bastante plausível para ser aplicada também em Portugal, pelo que fico atenta, e assim que tiver mais informações e mais esclarecedoras vou redigi-las aqui.

Comentem e digam a vossa opinião acerca deste tema cada vez mais actual e pertinente na nossa sociedade.
P.S. Este texto foi quase integralmente retirado do site em questão.

Quarta-feira, Março 26, 2008

Hipoterapia

O que é a hipoterapia?
A hipoterapia é a utilização do cavalo para realização de actividades terapêuticas em pessoas com diversas problemáticas. Tem por objectivo ajudar a desenvolver capacidades físicas e psicológicas, através da relação com o cavalo. Esta prática proporciona uma melhor integração na sociedade e melhor qualidade de vida.

Os movimentos feitos pelo cavalo ao andar imprimem movimentos tridimensionais, que actuam sobre o cavaleiro produzindo efeitos benéficos na evolução ou desenvolvimento de capacidades. Os impulsos transmitidos pelo cavalo repercutem-se no cavaleiro e levam a melhorias a nível neuro-muscular.

Os benefícios da Equitação Terapêutica reportam-se de à 460 AC. Espalhou-se pela Europa, desde 1960, e nos Estados Unidos evoluiu através dos centros da NARHA (North American Riding for the Handicapped Association) e mais recentemente com AHA (American Hippotherapy Association).


Quantos tipos de hipoterapia existem?
- Equitação Adaptada – utiliza-se a equitação como um meio terapêutico. Aprende-se a montar, limpar cavalos, aparelhar, para desenvolver capacidades de autonomia do indivíduo. É utilizada essencialmente por pessoas com disfunções ligeiras a moderadas, que apresentam algumas capacidade de interacção com o meio.
- Equitação terapêutica - baseia-se na implementação de actividades terapêuticas que usam o cavalo em áreas como a saúde, a educação e a equitação। O seu objectivo passa por promover o desenvolvimento biológico, psicológico e social nas pessoas com necessidades especiais, melhorando funções neurológicas e sensoriais. Aqui, o ensino de técnicas de equitação não é o principal objectivo.

A quem se destina a Hipoterapia?
Pessoas que apresentem: Atrasos gerais no desenvolvimento neuropsicomotor; Atrasos mentais; Autismo; Desordens emocionais; Dificuldades de atenção, fala, aprendizagem e comunicação; Distrofia muscular; Distúrbios visuais e/ou auditivos; Epilepsia; Esclerose múltipla; Espinha bífida; Hiperactividade; Paralisias; Perda de mobilidade; Problemas de adaptação social; Reabilitação de acidentes; Reabilitação de doenças psicossomáticas; Síndrome de Down; Traumas craneo-encefálicos.

Quais os benefícios da Hipoterapia?
A Hipoterapia trás benefícios a nível físico, mental, social e emocional; O cavalo proporciona ao cavaleiros movimentos semelhante à marcha humana, que leva a melhorias a nível do equilíbrio, postura, controle motor, mobilidade.
Melhora a concentração, o processamento dos pensamentos, a habilidade para articular as emoções e orientação espacial. Proporciona uma boa relação entre o participante com o cavalo, instrutor, voluntários e demais técnicos envolvidos no processo. Ajuda também no desenvolvimento da confiança. Melhoria da circulação sanguínea e do funcionamento do sistema respiratório. Aumento da motivação e aprendizagem de novas competências. Desenvolvimento da flexibilidade do participante. Neste tipo de terapia, os indivíduos portadores de deficiência experienciam independência.

Quem não deve praticar Hipoterapia?
Pessoas que apresentem uma coluna instável, tumores na coluna, deslocamento na anca, deslocamento de vértebras, vertigens, etc

Quais os técnicos envolvidos?
A Hipoterapia pretende-se multidisciplinar, pelo que deve envolver fisioterapeutas, professores do ensino especial, pais e equitador. Antes do indivíduo iniciar esta terapia, tem de passar por uma bateria de testes médicos que aprovem o recurso à Hipoterapia.

Terça-feira, Março 25, 2008

Sala de Estimulação sensorial- Snoezelen

A palavra snoezelen provém do Holandês Snuffelen- relaxar e Doezelen- bisbilhotar , foi criado nos anos 60. Esta sala pretende-se que seja de relaxamento e estimulação sensorial.

Nestas salas podemos encontrar:
Luzes Psicadélicas, Música, Bola de Espelhos, Lâmpada aromática, Colchão de Água, Almofadas, Colunas Borbulhantes, Piscina de bolas, Mural Táctil, Puffs, Coluna de Ar, Espelho convexo.

Promove: o relaxamento, lazer e diversão; exploração, descoberta, escolha e a oportunidade de controlar o ambiente; libertação de stress; emoções positivas; um ambiente seguro, autocontrole, a autonomia; etc...
Estimula: os sentidos primários; compreensão do gosta/não gosta; controlo da ansiedade; etc...


Autismo

O autismo caracteriza-se por alterações a nível cerebral que afectam a capacidade que o indivíduo tem a nível da comunicação, relacionamentos interpessoais e nas respostas ao meio ambiente.

Foi descrito pela primeira vez por Leo Kanne em 1943, nesse mesmo ano, Hans Asperger descreveu a psicopatia autista da infância. A palavra autismo foi inventada por Eugene Bleuler em 1911 para descrever um sintoma de esquizofrenia, dando-lhe o significado de fuga da realidade.

Quais as causas do autismo?
Inicialmente, a causa do autismo estava directamente relacionada com a relação mãe/ bebé, considerando-se a mãe como sendo uma pessoa “gélida”, no entanto essa teoria já foi posta de parte. A relação da criança com os pais não está de forma nenhuma relacionada com a “aquisição” de autismo.
Embora sem certezas, as causas passam pela genética, hereditariedade e alterações respeitantes ao meio ambiente (contaminação por mercúrio e problemas na gestação são o mais comum).

Características do autismo:
Os indivíduos inseridos neste quadro clinico apresentam grandes dificuldades no que diz respeito à interacção social, não estabelecem contacto visual, a utilização de expressões faciais é bastante pobre, assim como a nível de gesticulação. Estes indivíduos apresentam também atraso ou ausência na linguagem, assim como dificuldades em iniciar ou manter uma conversação. Recorrem ao uso estereotipado de gestos e às ecolalias, são pessoas que utilizam muitos rituais e rotinas, são também avessos à mudança.

A prevalência do autismo está numa média de 10 em cada 10.000 pessoas apresentam este quadro, sendo que existem mais rapazes autistas do que raparigas, numa média de 4 para 1, revelou Eric Fomobonne em investigações realizadas em 2003.

Sinais de autismo:
Normalmente, as crianças são diagnosticadas com autismo por volta dos 3 anos de idade.
Até aos 18 meses de idade: isolamento, inexistência de jogos de imitação ou faz de conta, não chamam a atenção do outro, apresentam alterações alimentares, alterações no sono, choro persistente ou ausência do mesmo, apatia, hiper ou hipotonia, não têm medo de estranhos, poucas vocalizações e surdez aparente. Estes são alguns dos sinais mais evidentes.

Qual tipo de intervenção a ter?
O tratamento passa por estimular o indivíduo constantemente, esta estimulação pode ser feita de diversas formas:
Intervenção com a criança, intervenção com os pais, PECS, modificação de comportamentos, Estimulação sensorial, programa Teacch, equitação terapêutica, terapia ocupacional, entre outros tipos de intervenção.