O autismo caracteriza-se por alterações a nível cerebral que afectam a capacidade que o indivíduo tem a nível da comunicação, relacionamentos interpessoais e nas respostas ao meio ambiente.
Foi descrito pela primeira vez por Leo Kanne em 1943, nesse mesmo ano, Hans Asperger descreveu a psicopatia autista da infância. A palavra autismo foi inventada por Eugene Bleuler em 1911 para descrever um sintoma de esquizofrenia, dando-lhe o significado de fuga da realidade.
Quais as causas do autismo?
Inicialmente, a causa do autismo estava directamente relacionada com a relação mãe/ bebé, considerando-se a mãe como sendo uma pessoa “gélida”, no entanto essa teoria já foi posta de parte. A relação da criança com os pais não está de forma nenhuma relacionada com a “aquisição” de autismo.
Embora sem certezas, as causas passam pela genética, hereditariedade e alterações respeitantes ao meio ambiente (contaminação por mercúrio e problemas na gestação são o mais comum).
Características do autismo:
Os indivíduos inseridos neste quadro clinico apresentam grandes dificuldades no que diz respeito à interacção social, não estabelecem contacto visual, a utilização de expressões faciais é bastante pobre, assim como a nível de gesticulação. Estes indivíduos apresentam também atraso ou ausência na linguagem, assim como dificuldades em iniciar ou manter uma conversação. Recorrem ao uso estereotipado de gestos e às ecolalias, são pessoas que utilizam muitos rituais e rotinas, são também avessos à mudança.
A prevalência do autismo está numa média de 10 em cada 10.000 pessoas apresentam este quadro, sendo que existem mais rapazes autistas do que raparigas, numa média de 4 para 1, revelou Eric Fomobonne em investigações realizadas em 2003.
Sinais de autismo:
Normalmente, as crianças são diagnosticadas com autismo por volta dos 3 anos de idade.
Até aos 18 meses de idade: isolamento, inexistência de jogos de imitação ou faz de conta, não chamam a atenção do outro, apresentam alterações alimentares, alterações no sono, choro persistente ou ausência do mesmo, apatia, hiper ou hipotonia, não têm medo de estranhos, poucas vocalizações e surdez aparente. Estes são alguns dos sinais mais evidentes.
Qual tipo de intervenção a ter?
O tratamento passa por estimular o indivíduo constantemente, esta estimulação pode ser feita de diversas formas:
Intervenção com a criança, intervenção com os pais, PECS, modificação de comportamentos, Estimulação sensorial, programa Teacch, equitação terapêutica, terapia ocupacional, entre outros tipos de intervenção.
Terça-feira, Março 25, 2008
Autismo
Etiquetas:
Saúde Mental
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1 comentários:
Boa tarde :)
Se posso premeter venho adicionar uma fase do autismo que não está aqui descrita. Eu chamo-lhe a fase exterior.
A que esta escrita é a fase onde um autista guarda tudo para ele e fica por muitas vezes no mundo do silencio.
Eu a dois anos conheci outra fase a tal fase que chamo a fase exterior, é onde uma pessoa autista fala muito, explora o universo que a rodeia. Não tem a noção da realidade mas está num mundo a parte e muito mal consegue vir ao 'nosso mundo'.
Também conheci um autista surdo e mudo, mas com o trabalho das pessoas que estavam encarregues dele, conseguiram fazer que ele comprende-se a fala gestual, raramente ele 'falava' com a gente mas quando faziamos-lhe um sinal viamos que ele comprendia mesmo se ficava depois no seu mundo.
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